1. Avaliação e Planejamento (PEI)
- Aplicação de Protocolos: Avaliar os marcos de comunicação, linguagem e habilidades orofaciais/alimentares utilizando protocolos validados na ABA (como VB-MAPP, ABLLS-R, AFLS ou PEAK).
- Elaboração do PEI (Plano de Ensino Individualizado): Desenvolver as metas específicas de fonoaudiologia baseadas nos resultados da avaliação.
- Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA): Identificar a necessidade e introduzir sistemas de comunicação alternativos (como PECS, comunicadores de alta tecnologia em tablets ou pistas visuais) para pacientes não-verbais.
2. Supervisão Técnica
- Treinamento de Aplicadores/ATs (Assistentes Terapêuticos): Orientar a equipe que aplica as terapias no dia a dia sobre como executar os programas de linguagem, fala e alimentação de forma correta.
- Supervisão Clínica: Acompanhar as sessões dos aplicadores (presencialmente ou por vídeo), corrigir manejos comportamentais e ajustar a aplicação dos programas de comunicação.
- Análise de Dados: Verificar as folhas de registro de dados dos aplicadores para garantir que o paciente está evoluindo e que os critérios de aprendizagem estão sendo alcançados.
3. Atendimento Clínico Direto
- Atendimentos Pontuais/Específicos: Atender diretamente o paciente em momentos estratégicos — seja para introduzir um programa de fala mais complexo (ex: treino de fonoarticular devido à apraxia da fala), para testar a viabilidade de uma nova meta ou para reavaliar o caso.
- Modelagem: Atender o paciente a frente do aplicador para demonstrar (modelar) a técnica correta de intervenção.
4. Relatórios e Documentação
- Geração de Relatórios Clínicos: Escrever relatórios de evolução periódicos (geralmente mensal ou semestrais) detalhando o progresso das metas de fonoaudiologia no PEI.
- Laudos e Pareceres: Emitir documentos técnicos para a escola, planos de saúde ou médicos, justificando a carga horária e as abordagens utilizadas.
5. Alinhamento Multidisciplinar e Familiar
- Orientação Parental: Treinar os pais para que as habilidades de comunicação ensinadas na clínica sejam generalizadas no ambiente doméstico.
- Reuniões de Equipe: Alinhar as metas de fonoaudiologia com o Supervisor Geral do caso (geralmente um psicólogo/analista do comportamento) para garantir que a linguagem esteja integrada aos programas de comportamento e autonomia.
O grande diferencial do cargo: O Supervisor de Fono ABA não olha apenas para a fala isolada. Ele analisa a função daquela comunicação. Cada som, palavra ou gesto emitido pelo paciente é trabalhado como um comportamento que serve para pedir algo, nomear o ambiente ou interagir socialmente.
Pagamento: R$5.000,00 - R$6.400,00 por mês
Local do trabalho: Presencial